Uberlândia registrou, nos últimos dias, uma série de golpes financeiros com valores impressionantes e métodos cada vez mais elaborados. Ao todo, as perdas ultrapassam R$ 2 milhões. Só nesta terça-feira (8), cinco ocorrências foram registradas pela Polícia Militar.
O caso mais impactante foi o de uma mulher de 56 anos, que transferiu R$ 2 milhões para a conta de um advogado que ela havia contratado para representá-la judicialmente.
Segundo a vítima, o profissional alegou que os valores deveriam ser transferidos para sua conta por “segurança”. Após quatro transferências de R$ 500 mil cada, a cliente passou a ter dificuldades para obter informações sobre seu dinheiro. O último extrato enviado por uma funcionária do advogado, em janeiro, indicava saldo de R$ 937 mil.
Desde então, a vítima não conseguiu mais contato com o advogado. A mulher registrou boletim de ocorrência por apropriação indevida nesta terça-feira (8).
Outro caso que chama atenção é o de uma mulher de 55 anos, que perdeu quase R$ 12 mil após cair no golpe do falso parente. Criminosos se passaram por sua irmã, dizendo que haviam trocado de número, e conseguiram que ela transferisse valores via PIX para duas contas diferentes.
A Polícia também registrou golpes em negociações de veículos pelas redes sociais. Um homem de 28 anos foi enganado ao tentar comprar um Volkswagen Fox anunciado por R$ 18 mil no Facebook. Ele realizou o pagamento por PIX em frente ao suposto cunhado do vendedor, que depois exigiu uma comissão para liberar o carro. Ao tentar contato com o anunciante, a vítima percebeu que havia sido enganada.
Situação parecida aconteceu com outro homem, de 46 anos, que pagou R$ 4.200 por uma motocicleta Honda/Fan em um cartório do centro da cidade. A moto foi apresentada por um “sobrinho” do vendedor, mas ambos perceberam depois que estavam sendo usados por um terceiro golpista, que intermediava a negociação de forma fraudulenta.
Já uma mulher de 59 anos foi vítima de um golpe bancário. Ela recebeu uma ligação via WhatsApp de alguém se passando por funcionária do banco e, seguindo instruções, autorizou uma transferência de R$ 2.898,31. Posteriormente, descobriu que haviam feito um empréstimo de mais de R$ 3 mil em seu nome, e os valores foram desviados da conta.

