O Governo de Minas Gerais lançou edital para concessão de novos trechos da Rodovia BR-365, que cruza por diversos municípios do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro. A medida é recheada de polêmicas, visto que promessas feitas antes da concessão do trecho da mesma via, entre Patrocínio e Uberlândia, ainda não foram cumpridas.
A principal reivindicação dos motoristas que passam pelo trecho já concedido é a duplicação da rodovia, que tem pista simples em praticamente toda sua extensão. Anunciada em 2024 pela EPR Triângulo com pompa, a duplicação sequer saiu do papel.
De acordo com o planejamento inicial, a EPR deveria fazer duplicação em dois trechos principais, sendo 26 km entre Uberlândia e o trevo de Araguari, e outros 10 km entre Patrocínio e o trevo de Silvano.
Na nova investida, o Governo de Minas quer conceder à iniciativa privada um trecho da BR-365 que passa por 15 municípios, afetando motoristas que cruzam as cidades de Patrocínio, Guimarânia, Patos de Minas, Presidente Olegário, João Pinheiro, entre outras.
Conforme apresentação aos investidores, nove pontos de cobrança de pedágio poderão ser instalados somente na BR-365, entre Patrocínio e Montes Claros.
Os pontos de pedágio, inclusive, poderão utilizar a famigerada Free-Flow, que elimina as praças tradicionais – com atendente e cancelas – e faz cobrança automática pela placa do usuário.
A medida é polêmica por dois motivos: primeiro, porque tem causado confusão em todas as rodovias em que essa tecnologia foi implementada. Segundo, porque, em caso de inadimplência, o Governo de Minas assume 90% da dívida.
Outro ponto polêmico no projeto é a margem que a concessionária que assumir o Lote Noroeste (que incluia a BR-365 e outras rodovias) terá para realizar as obras de duplicação. Conforme a mesma apresentação aos investidores – documento que está disponível no portal de editais do Governo – serão oito anos de prazo, contados a partir de metade do segundo ano de concessão.
O leilão do Lote Noroeste está marcado para ocorrer em 20 de março.

