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Concessionária poderá ter até 10 anos para concluir obras de ampliação na BR-365

A empresa que vencer o leilão de concessão da BR-365 e demais rodovias que englobam o Lote Noroeste terá até 10 anos para concluir obras de ampliação e melhorias obrigatórias, que incluem duplicações, terceiras faixas ou trevos.

A informação consta de uma apresentação aos investidores, produzida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra) e publicada junto ao edital do Lote 10 – Noroeste.

O documento indica que a empresa concessionária deverá fazer obras de duplicação em trechos que passam por Patrocínio, Patos de Minas e Montes Claros. Serão quase 80 km de pistas duplicadas. O projeto prevê ainda pavimentação, construção de acostamentos e melhorias em vias marginais em várias cidades.

De acordo com a apresentação, a empresa deverá fazer a maior parte dos investimentos nos primeiros oito anos da concessão, mas a linha que abrange essas obras e melhorias se estende até o décimo ano.

Logo no início, contudo, a concessionária deverá fazer intervenções emergenciais para garantir a trafegabilidade e segurança mínima. Também há planejamento para recuperação e manutenção das rodovias ao longo de todo o contrato, que terá duração de 30 anos.

No trecho da BR-365 já concedido à iniciativa privada, esse tipo de obra tem demorado mais que o planejado. Em 2024, por exemplo, a EPR Triângulo, responsável pelo trecho de Patrocínio à Uberlândia, afirmou começaria em 2025. Em janeiro de 2026, não há sequer uma máquina na pista realizando a duplicação.

Pelo planejamento apresentado no dia 4 de novembro de 2024, a empresa teria até fevereiro de 2031 para concluir a duplicação em dois trechos: de Uberlândia ao trevo de Araguari e entre Patrocínio e o trevo de Silvano. 

Manifestação cobra duplicação

Na próxima segunda-feira, uma manifestação está agendada para exigir a duplicação da rodovia BR-365, no trecho já concedido à EPR Triângulo, entre Patrocínio e Uberlândia. O movimento exige que não seja feita cobrança de pedágio sem que as obras necessárias sejam realizadas.

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