Criminosos aplicaram cerca de 70 golpes em vítimas de Monte Carmelo, em 2024, de acordo com registros de ocorrência feitos na Delegacia de Polícia Civil do município. Uma média de um caso a cada cinco dias. Apesar de não ter revelado um dado referente aos anos anteriores, a Polícia Civil informou que a quantidade representa um “crescimento significativo” das ocorrências de estelionato no município. Em resposta ao Notícias do Triângulo, o delegado Leandro Fernandes detalhou que “os métodos mais comumente empregados para a prática de golpes incluem o uso do WhatsApp, ligações telefônicas e, ainda, a criação de páginas que anunciam produtos à venda”. A Polícia Civil acrescentou que “este tipo de crime apresenta grande dificuldade na identificação de seus autores, uma vez que os criminosos utilizam-se de métodos sofisticados e ardilosos, frequentemente através da internet, para ocultar suas identidades e dificultar o rastreamento de suas ações”. Contudo, a Delegacia tem buscado atuar contra esse tipo de crime, realizando “representação por quebra de sigilo telefônico, bancário, entre outras investigações conduzidas pela equipe de investigadores com o objetivo de identificar a autoria do crime”. Dentre os mais de 70 casos registrados, os golpes mais comuns foram: 1. Golpe do falso funcionário, no qual os criminosos se passam por representantes de empresas para acessar dados bancários ou cobrar taxas falsas. Ou fingindo serem advogados para tentar receber vantagens indevidas referentes a processos em andamento; 2. Golpe do aluguel, no qual os golpistas anunciam um imóvel para locação do qual não são proprietários, induzindo a vítima a efetuarem o pagamento para um falso dono; 3. Golpe da venda falsa: bandidos oferecem produtos ou serviços (como eletrodomésticos ou reformas) com preços atrativos e depois desaparecem sem entregar nada, além de anúncios de vendas com um preço abaixo do mercado, realizam o pagamento e não recebem o produto. 4. Golpe do falso entregador: criminosos se passam por entregadores ou prestadores de serviços para conseguir tirar fotos das vítimas, ofertando falsos brindes. Durante a ação, eles realizam empréstimos em nome da vítima ou retiram dinheiro de sua conta bancária. O que fazer se for vítima de golpe Ao perceber que caiu em um golpe, a Polícia Civil recomenda que a pessoa registre a ocorrência imediatamente. Mas não basta fazer o boletim de ocorrência. Para que as investigações possam ocorrer, é necessário que a vítima faça a representação da denúncia em até seis meses. A representação é como uma confirmação de que a vítima quer dar andamento à denúncia. De acordo com o delegado Leandro Fernandes, “muitas dessas ocorrências aguardam a representação da vítima na Delegacia para dar prosseguimento” às investigações. Como se proteger dos golpes A Polícia Civil apresentou uma série de dicas para ajudar as pessoas a se protegerem dos estelionatários:

