Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveram uma tecnologia que utiliza luz infravermelha e Inteligência Artificial (IA) para detectar contaminação por metanol em bebidas destiladas com 100% de precisão. O método é rápido, sustentável e não requer o uso de reagentes químicos. A novidade foi anunciada na semana passada pela UFU, num momento em que são revelados novos casos de contaminação de bebidas por todo o País. Foi justamente a necessidade de se evitar mais casos que fez a equipe de cientistas redirecionar os estudos para criar uma solução para a detecção do metanol, mesmo em concentrações muito baixas. A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto de Ciências Biomédicas (Icbim/UFU) e pela Faculdade de Computação (Facom/UFU), e teve como destaque a participação da doutoranda paquistanesa Faryal Khan, do Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas. Como funciona a tecnologia O método combina duas etapas principais, ambas realizadas em cerca de um minuto: Mesmo em concentrações baixas de 0,25% de metanol, onde a diferença no espectro é sutil, a IA conseguiu detectar a contaminação com 100% de acerto em vodca e uísque, e 98,9% em gim. Segundo o professor Robinson Sabino da Silva, um dos coordenadores, o objetivo é proteger vidas e fortalecer a indústria. “Nosso objetivo é criar tecnologias acessíveis que permitam detectar adulterações de metanol em bebidas destiladas de forma rápida e sustentável, protegendo vidas e fortalecendo a indústria brasileira”, afirmou. A UFU, por meio da Agência Intelecto, já depositou o pedido de patente da tecnologia junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) nesta sexta-feira (10). Os pesquisadores da universidade informaram que estão disponíveis para auxiliar empresas e bares interessados na testagem.

