Início CidadesGrupo Eletrosom deve mais de R$ 660 milhões a 5.600 ex-funcionários, bancos e empresas parceiras

Grupo Eletrosom deve mais de R$ 660 milhões a 5.600 ex-funcionários, bancos e empresas parceiras

A rede varejista Eletrosom reabriu sua loja em Monte Carmelo, após uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspender a falência do grupo. Enquanto luta para se manter em atividade, a companhia encara um cenário extremamente desafiador, pois acumula uma grande dívida com ex-funcionários, empresas parceiras e bancos. Durante o processo de recuperação judicial iniciado em 2024, o administrador nomeado pela Justiça, o escritório de advogados Monteiro de Andrade, Diniz, Galluppo, Albuquerque, Viana e Advogados Associados (MADGAV), encontrou 5.619 credores do grupo e calculou, naquele ano, que a empresa tem uma dívida de R$ 665.164.248,07. Desse total de credores, mais de 3.500 eram ex-funcionários da empresa. Para esse grupo de pessoas, a rede Eletrosom deve mais de R$ 22,6 milhões. O Grupo Eletrosom também tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões com um grupo de credores categorizados como pequenas e médias empresas. São 347 fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais com dinheiro a receber. A maior parte da dívida, no entanto, está categorizada como créditos quirografários, que abrange pendências de aluguéis, aquisição de produtos para revenda que não foram pagos, empresas de investimentos e bancos. São mais de 1.700 credores nesta categoria, que totaliza R$ 436.526.899,54 a ser pago. A esta altura, os valores podem ser maiores do que o encontrado na avaliação. Isso porque os valores foram contabilizados há cerca de um ano, em abril de 2024, e durante o processo de recuperação judicial, a empresa deixou de apresentar comprovantes de sua real situação financeira. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levou a Justiça a decretar a falência do grupo. Entenda aqui. O Notícias do Triângulo tentou contato com o escritório Galdino, Pimenta, Takemi, Ayoub, Salgueiro, Rezende de Almeida, que representou a Eletrosom no processo de recuperação judicial, para ouvir a posição do grupo, através do seu site, mas até o momento da publicação, não houve retorno. Imagem: Reprodução do auto de arrecadação que mostra a loja de Monte Carmelo durante o período em que foi lacrada.

A rede varejista Eletrosom reabriu sua loja em Monte Carmelo, após uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspender a falência do grupo. Enquanto luta para se manter em atividade, a companhia encara um cenário extremamente desafiador, pois acumula uma grande dívida com ex-funcionários, empresas parceiras e bancos.

Durante o processo de recuperação judicial iniciado em 2024, o administrador nomeado pela Justiça, o escritório de advogados Monteiro de Andrade, Diniz, Galluppo, Albuquerque, Viana e Advogados Associados (MADGAV), encontrou 5.619 credores do grupo e calculou, naquele ano, que a empresa tem uma dívida de R$ 665.164.248,07.

Desse total de credores, mais de 3.500 eram ex-funcionários da empresa. Para esse grupo de pessoas, a rede Eletrosom deve mais de R$ 22,6 milhões.

O Grupo Eletrosom também tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões com um grupo de credores categorizados como pequenas e médias empresas. São 347 fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais com dinheiro a receber.

A maior parte da dívida, no entanto, está categorizada como créditos quirografários, que abrange pendências de aluguéis, aquisição de produtos para revenda que não foram pagos, empresas de investimentos e bancos. São mais de 1.700 credores nesta categoria, que totaliza R$ 436.526.899,54 a ser pago.

A esta altura, os valores podem ser maiores do que o encontrado na avaliação. Isso porque os valores foram contabilizados há cerca de um ano, em abril de 2024, e durante o processo de recuperação judicial, a empresa deixou de apresentar comprovantes de sua real situação financeira. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levou a Justiça a decretar a falência do grupo. Entenda aqui.

O Notícias do Triângulo tentou contato com o escritório Galdino, Pimenta, Takemi, Ayoub, Salgueiro, Rezende de Almeida, que representou a Eletrosom no processo de recuperação judicial, para ouvir a posição do grupo, através do seu site, mas até o momento da publicação, não houve retorno.

Imagem: Reprodução do auto de arrecadação que mostra a loja de Monte Carmelo durante o período em que foi lacrada.

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Danilo Gonçalo

Danilo Gonçalo é jornalista com passagens e colaborações por veículos nacionais, como Folha de SP, UOL e R7. Em Minas Gerais, trabalhou no Jornal de Coromandel. Foi assessor de Comunicação da Prefeitura de Monte Carmelo por 7 anos. Atuou em campanhas políticas vencedoras para o Executivo e Legislativo. É consultor de comunicação e estratégia política. Fundador da plataforma @meuconsultorpolitico.

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