Roteiro inclui Patrocínio, Monte Carmelo, Abadia dos Dourados e Coromandel; iniciativa busca ampliar presença do Estado no interior em meio à movimentação política
Roteiro inclui Patrocínio, Monte Carmelo, Abadia dos Dourados e Coromandel; iniciativa busca ampliar presença do Estado no interior em meio à movimentação política
O Governo de Minas, agora sob o comando de Mateus Simões, que tomou posse no último domingo (22), inicia, a partir desta quinta-feira (26), uma agenda itinerante no Triângulo Mineiro com a transferência simbólica da capital para Uberlândia.
A programação prevê passagens por Patrocínio, Monte Carmelo, Abadia dos Dourados e Coromandel, com anúncios e entregas nas áreas de saúde, segurança, infraestrutura e educação.
A proposta de transferir simbolicamente a capital para o interior faz parte do programa chamado “Governo Presente”. A escolha por Uberlândia como ponto de partida está associada ao peso econômico da cidade e ao momento de grande circulação de público, impulsionado por eventos do agronegócio, de acordo com o novo governador.
A estratégia reforça a narrativa adotada por Mateus Simões para conquistar os eleitores do interior, já que a maior parte da população mineira está fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte e, portanto, exige maior descentralização das ações administrativas.
Além de Uberlândia, a agenda inclui compromissos em outras quatro cidades:
A ‘romaria’ de Simões pelo interior já era esperada. Desconhecido da maior parte da população, busca viabilizar seu nome para a disputa eleitoral deste ano. Levantamentos recentes indicam que o nome do governador aparece com apenas de 9% das intenções de voto, nos cenários mais favoráveis.
Enquanto patina nas intenções de votos, mesmo ocupando o cargo de vice num governo com avaliação positiva, Simões vê seu principal concorrente, o senador Cleitinho, consolidar apoio nessa região, ao selar uma parceria com o prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM, Luis Eduardo Falcão.
A agenda no Alto Paranaíba e Triângulo deve colocar à prova a capacidade de Simões de reverter o cenário negativo, para se tornar o único nome da Direita na disputa pelo Governo de Minas Gerais.