A possível extinção do curso de Sistemas de Informação no campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em Monte Carmelo mobilizou prefeitos da região, que assinaram, nesta terça-feira (26), um ofício conjunto manifestando apoio à continuidade do curso, considerado estratégico para o desenvolvimento regional.
O documento foi assinado pelo prefeito de Monte Carmelo, Ricardo Ferreira, pelo presidente do RIDES, Cleiton Gomes, e pelo secretário-executivo do consórcio regional, Diego Cavalcante Mota, e enviado à reitoria da UFU, deixando claro o interesse das 10 cidades participantes do coletivo de municípios pela manutenção do curso na cidade.
No ofício, os prefeitos lembram que o campus foi criado no contexto de um programa que tinha como meta ampliar o acesso ao ensino superior no interior. “A retirada do curso representaria um enfraquecimento do papel social da universidade, indo na contramão do desenvolvimento regional”, destaca o texto.
Importância regional
No ofício, os prefeitos da região ressaltam que o curso já contribuiu para a formação de profissionais de tecnologia que atuam em empresas de Monte Carmelo e região, além de fomentar projetos de inovação. Para os gestores, sua manutenção é essencial para a fixação de talentos e fortalecimento da Economia regional.
A decisão final sobre o futuro do curso será tomada pelos conselhos superiores da UFU nos próximos meses.
Entenda o caso
A UFU estuda a criação do Bacharelado em Inteligência Artificial (BIA) no campus Santa Mônica, em Uberlândia, com previsão de início em 2026. No mesmo processo, avalia o encerramento do curso de Sistemas de Informação em Monte Carmelo, alegando baixa ocupação de vagas, evasão elevada, poucos concluintes e sobreposição de disciplinas com cursos já ofertados em Uberlândia.
Conforme as informações que circulam pela UFU, os alunos atualmente matriculados em Monte Carmelo poderão concluir normalmente a graduação, com a garantia de oferta de todas as disciplinas até a formatura das turmas em andamento.
A extinção deste curso poderá diminuir ainda mais a quantidade de cursos ofertados no Campus Monte Carmelo, que hoje conta apenas com cinco opções.

