Censo 2022 mostra queda do catolicismo e crescimento evangélico em Monte Carmelo
Os dados do Censo 2022 que tratam sobre a religiosidade, divulgados na semana passada pelo do IBGE, revelam uma mudança de perfil religioso na população de Monte Carmelo. Comparando com a pequisa de 2010, o número de católicos caiu consideravelmente, enquanto as igrejas evangélicas tiveram forte expansão na cidade. Queda do catolicismo em Monte Carmelo Entre 2010 e 2022, a quantidade de católicos na cidade caiu de 32.423 para 26.765, uma redução de cerca de 6 mil fiéis. Em termos percentuais, a participação dos católicos na população passou de aproximadamente 70,8% para 56,1%. Essa tendência acompanha o cen��rio nacional de declínio do catolicismo e crescimento de outras crenças. A perda de fiéis se destaca ainda mais quando se considera o aumento populacional, entre as duas datas analisadas pelo IBGE. Crescimento dos evangélicos Por outro lado, os evangélicos em Monte Carmelo aumentaram de 8.581 em 2010 para 11.303 em 2022. Sua participação na população saltou de 18,7% para 23,7%, consolidando-se como a segunda maior adesão religiosa na cidade. Esse crescimento reflete uma mudança cultural que também é percebida em diversas cidades do Triângulo Mineiro. Mudanças nas outras religiões As comunidades espíritas e outras religiões também tiveram uma redução em suas proporções. Os espíritas passaram de 1.651 para 1.111 pessoas, enquanto as demais religiões caíram de 2.409 para 1.690 seguidores. O Censo 2022 também mostrou que 0,28% dos entrevistados se declarou praticante de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé. Outros 2,44% declararam seguir outras religiões não especificadas. Nota da redaçãoNão se pode brigar com dados. Eles são registros do momento em que foram coletados. Observa-se, no entanto, que a Igreja Católica entrou numa nova fase – tanto em Monte Carmelo como na região, nos últimos anos. A chegada de padres mais novos, com uma linguagem mais jovem, causou uma visível mobilização entre a comunidade católica. Entre essas novas lideranças espirituais o Padre Artur Oliveira, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Sua chegada a Monte Carmelo ocorreu no mesmo ano em que foi realizado o Censo, portanto, as transformações que possam ocorrer no quadro de fiéis, só serão sentidas no próximo período de coleta de dados. Conectado às redes sociais, com uma linguagem direta e popular, padre Artur voltou a encher os bancos das igrejas católicas. Resta aguardar a próxima análise do IBGE para entender se este fenômeno será capaz de manter a importância da Igreja Católica na cidade.
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Os dados do Censo 2022 que tratam sobre a religiosidade, divulgados na semana passada pelo do IBGE, revelam uma mudança de perfil religioso na população de Monte Carmelo. Comparando com a pequisa de 2010, o número de católicos caiu consideravelmente, enquanto as igrejas evangélicas tiveram forte expansão na cidade.
Queda do catolicismo em Monte Carmelo
Entre 2010 e 2022, a quantidade de católicos na cidade caiu de 32.423 para 26.765, uma redução de cerca de 6 mil fiéis. Em termos percentuais, a participação dos católicos na população passou de aproximadamente 70,8% para 56,1%. Essa tendência acompanha o cenário nacional de declínio do catolicismo e crescimento de outras crenças.
A perda de fiéis se destaca ainda mais quando se considera o aumento populacional, entre as duas datas analisadas pelo IBGE.
Crescimento dos evangélicos
Por outro lado, os evangélicos em Monte Carmelo aumentaram de 8.581 em 2010 para 11.303 em 2022. Sua participação na população saltou de 18,7% para 23,7%, consolidando-se como a segunda maior adesão religiosa na cidade. Esse crescimento reflete uma mudança cultural que também é percebida em diversas cidades do Triângulo Mineiro.
Mudanças nas outras religiões
As comunidades espíritas e outras religiões também tiveram uma redução em suas proporções. Os espíritas passaram de 1.651 para 1.111 pessoas, enquanto as demais religiões caíram de 2.409 para 1.690 seguidores.
O Censo 2022 também mostrou que 0,28% dos entrevistados se declarou praticante de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé. Outros 2,44% declararam seguir outras religiões não especificadas.
Nota da redação
Não se pode brigar com dados. Eles são registros do momento em que foram coletados. Observa-se, no entanto, que a Igreja Católica entrou numa nova fase – tanto em Monte Carmelo como na região, nos últimos anos.
A chegada de padres mais novos, com uma linguagem mais jovem, causou uma visível mobilização entre a comunidade católica.
Entre essas novas lideranças espirituais o Padre Artur Oliveira, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo.
Sua chegada a Monte Carmelo ocorreu no mesmo ano em que foi realizado o Censo, portanto, as transformações que possam ocorrer no quadro de fiéis, só serão sentidas no próximo período de coleta de dados.
Conectado às redes sociais, com uma linguagem direta e popular, padre Artur voltou a encher os bancos das igrejas católicas.
Resta aguardar a próxima análise do IBGE para entender se este fenômeno será capaz de manter a importância da Igreja Católica na cidade.
Cleiton Dias
Redator
Jornalista com atuação voltada à cobertura regional, política, segurança pública e temas de interesse coletivo no interior de Minas Gerais. Trabalha na produção de reportagens locais, acompanhamento de acontecimentos comunitários e apuração de informações de utilidade pública, com foco em clareza, precisão e responsabilidade editorial. Possui experiência em cobertura diária de cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo pautas sobre administração pública, saúde, educação, trânsito, agronegócio e eventos regionais. Atua com produção de conteúdo digital, jornalismo mobile e atualização em tempo real para plataformas online e redes sociais. No Notícias do Triângulo, participa da apuração, redação e publicação de notícias voltadas à população regional, seguindo princípios de verificação de informações, transparência editorial e compromisso com o interesse público.

