Líder nas pesquisas, Cleitinho desiste de concorrer ao cargo de governador de Minas Gerais
Senador divulgou decisão ao lado dos presidentes nacional e estadual do Republicanos; falta de condições psicológicas após perda do irmão foi o motivo da desistência

Cleitinho Azevedo anunciou nesta segunda-feira (3) que retirou sua pré-candidatura para o cargo de governador de Minas Gerais. Líder de intenção de votos, o senador afirmou que seu projeto não seguirá adiante para que ele possa se dedicar à família, que vive um luto recente após a morte de Matheus Augusto, seu irmão, no último dia 18 de julho.
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A declaração foi feita ao lado dos presidentes nacional e estadual do partido Republicanos, Marcos Pereira e Euclydes Petersen, respectivamente, dias após a sigla divulgar que não endossaria a campanha do senador.
Em vídeo publicado na tarde desta segunda, Cleitinho - visivelmente emocionado declara que não tem condições psicológicas de seguir na disputa pelo Governo de Minas.
“O meu problema é que eu ainda não estou bem. Eu preciso me recuperar, cuidar de mim, porque não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim. Eu peço perdão, mas nesse momento agora eu não vou conseguir”, declarou o senador.
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Mudança de posição
A decisão de abandonar a disputa para cuidar da família contrasta com as declarações do senador nos últimos dias. Após o comunicado do partido, que o tirava da disputa, Cleitinho convocou coletiva de imprensa e declarou a plenos pulmões que iria participar da Eleição.
O senador ainda adotou um tom antissistema, sugerindo que a retirada da sua candidatura pelo partido atenderia a interesses escusos. "Eles fazem de tudo para ganhar uma eleição. Se Deus quiser, vamos ganhar a eleição e fazer de tudo para mudar a vida do povo", publicou Cleitinho há quatro dias.
Essas mudanças de opinião sobre a candidatura foram, inclusive, o motivo citado pelo partido na nota que retirava o senador da disputa.
Partido reforça decisão pessoal de Cleitinho
Primeiro a falar no vídeo desta segunda, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tentou de toda forma deixar claro que a decisão de retirar a candidatura foi pessoal de Cleitinho, acrescentando que o partido tentou mantê-lo na disputa, mesmo após emitir uma nota colocando fim à participação do senador no pleito..
"Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato”, afirmou o político. “Eu quero, Cleitinho, deixar claro, quero que você confirme isso”, ainda pediu Pereira.
O deputado federal Euclydes Pettersen, na sua fala, afirmou se solidarizar com Cleitinho: “não é o momento”.
Com o fim do projeto, Cleitinho deve seguir no Senado, onde ainda tem pouco mais de quatro anos de mandato a cumprir.
O Republicanos, por sua vez, ainda deve estudar um alinhamento com outros partidos para a disputa.

Escrito por
Danilo Gonçalo
