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Metade dos candidatos ao Governo de Minas ignora o Triângulo Mineiro em suas propostas

Levantamento do Notícias do Triângulo aponta que 5 dos 10 planos de governo no TSE ignoram o Triângulo Mineiro; só Kalil dedica uma seção à região

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Metade dos candidatos ao Governo de Minas ignora o Triângulo Mineiro

Cinco dos dez candidatos ao Governo de Minas Gerais não citam as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba ou Noroeste de Minas em seus planos de governo. O dado é resultado de um levantamento do Notícias do Triângulo, com base nos documentos que os candidatos protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição de outubro.

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Mateus Simões (PSD), Túlio Lopes (PCB), Indira Xavier (UP), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Henrique Áreas (PCO) somam centenas de páginas de propostas sem mencionar a região uma única vez, segundo a apuração. Os outros cinco planos citam o Triângulo ou alguma de suas cidades, mas em graus muito diferentes de detalhe.

Kalil é o único com seção dedicada ao Triângulo Mineiro

Alexandre Kalil (PDT) é o único, entre os dez, a dedicar uma seção inteira do plano de governo à região. O item 8.2.6, batizado "Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba", volta a ser citado outras 11 vezes ao longo do texto, sempre associado a logística, formação técnica e segurança urbana.

O plano de Kalil cita Uberlândia e Uberaba como polos regionais e propõe integrar a vocação econômica das duas cidades ao planejamento estadual. Nenhum outro candidato repete o Triângulo com essa frequência: os quatro planos seguintes tratam o tema de forma pontual.

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Gabriel Azevedo e Rafael Duda miram o nióbio de Araxá

Gabriel Azevedo (MDB) cita a região quatro vezes. Ele propõe um arranjo metropolitano de desenvolvimento entre Uberlândia, Uberaba e Araguari, e aponta que Araxá responde por cerca de 75% a 80% da oferta mundial de nióbio, segundo o próprio plano.

Rafael Duda (PSTU) menciona Araxá duas vezes, sempre associado à mineração de nióbio. O plano cita a atuação da mineradora australiana St. George na cidade, mas não detalha propostas específicas para o Triângulo além desse ponto.

Para outros dois, a região só aparece em tabelas de comparação

Flávio Roscoe (PL) cita o Triângulo três vezes, sempre como parâmetro em tabelas de desigualdade regional. Nelas, a região aparece como a de menor pobreza do estado, ao lado do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, os mais pobres. O plano não traz propostas voltadas especificamente ao Triângulo.

Patrus Ananias (PT) cita Uberlândia uma vez, como um dos polos tecnológicos do interior mineiro, ao lado de Santa Rita do Sapucaí, Itajubá, Montes Claros, Lavras e Viçosa. O Triângulo volta a aparecer outra vez, de forma genérica, numa lista com as demais regiões do estado.

Relevância da região

A ausência ou parcas citações chama atenção porque as regiões do Alto Paranaíba, Noroeste e Triângulo Mineiro concentram parte relevante do eleitorado mineiro fora da Grande BH:

O levantamento do Notícias do Triângulo analisou na íntegra os dez planos de governo disponíveis no pacote de propostas do TSE para a eleição estadual. Não consta no material analisado o plano de Ben Mendes (Missão), décimo primeiro nome na disputa ao governo do estado.

O material está disponível para consultar no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.

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Escrito por

Cleiton Dias

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