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MP denuncia vereador de Frutal por furar fila de cirurgias; parlamentar rebate: "meu crime foi ajudar"

Ministério Público afirma que vereador Edivalder Cheiroso utilizou influência política em Araguari para priorizar atendimento de pacientes fora da fila de regulação

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Vereador Edivalder Cheiroso de Frutal, denunciado pelo MP
Foto: Divulgação/Câmara de Frutal

Vereador Edivalder Cheiroso foi denunciado pelo MP, mas rebateu a acusação

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça o vereador Edivalder Cheiroso (Republicanos), de Frutal, pelo crime de tráfico de influência. Segundo a denúncia, oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça de Frutal, o parlamentar utilizou seu prestígio político para conseguir atendimento prioritário em cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS), fora dos critérios de regulação da rede pública.

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De acordo com a investigação, os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2024, período de eleições municipais.

O Ministério Público sustenta que o vereador intermediou o acesso de três moradores de Frutal a procedimentos de alta complexidade em um hospital universitário de Araguari, burlando o fluxo regular do SUS.

MP aponta quebra da fila e prejuízo ao sistema de regulação

Segundo a Promotoria, os pacientes já estavam cadastrados no sistema oficial de regulação e aguardavam atendimento pela rede regional pactuada.

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A denúncia afirma que Frutal não possui pactuação com o município de Araguari para a realização desses procedimentos e que a atuação do vereador resultou na quebra da ordem da fila pública, prejudicando outros usuários do sistema de saúde.

Entre as provas apresentadas pelo Ministério Público estão declarações feitas pelo próprio vereador durante uma sessão da Câmara Municipal, em dezembro de 2024. Na ocasião, segundo a Promotoria, Edivalder Cheiroso afirmou que conseguiu viabilizar cirurgias por meio de apoio político e contatos parlamentares.

Vereador diz que apenas ajudou famílias

Em resposta à reportagem, Edivalder Cheiroso negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que sua atuação teve como único objetivo ajudar pacientes que enfrentavam dificuldades para conseguir tratamento.

"Estou com a minha consciência muito tranquila, porque estou respondendo por algo por tentar ajudar algumas famílias em dificuldade. Em momento algum estou respondendo por qualquer crime imoral."

O vereador afirmou que não houve favorecimento indevido nem quebra da fila do SUS.

"Araguari não pertence à referência de Frutal. Não furei nenhuma fila porque não tinha nenhum frutalense querendo ser atendido em Araguari. Simplesmente fiz uma indicação para que essas pessoas pudessem ser atendidas por aquele hospital."

Segundo Edivalder Cheiroso, um dos casos envolvia uma criança cadeirante que necessitava de tratamento.

"Esse é o meu crime: ajudar uma criança."

Parlamentar critica promotora

Durante a manifestação, o vereador também criticou a promotora de Justiça responsável pela denúncia, Dra. Daniela Campos, e atribuiu a acusação a uma perseguição pessoal.

Infelizmente, o que essa promotora quer é injustiça com alguém que não caminha do jeito que ela quer.

O Notícias do Triângulo solicitou posicionamento da assessoria de imprensa do Ministério Público a respeito das declarações do vereador. Essa reportagem será atualizada se houver resposta da promotora.

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Danilo Gonçalo

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Danilo Gonçalo

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