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Novas eleições? Entenda o que ocorrerá em Grupiara após cassação do atual prefeito

Para que uma eleição suplementar seja convocada, é necessário que seja esgotada a possibilidade de recursos (defesa) do prefeito condenado.

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Novas eleições? Entenda o que ocorrerá em Grupiara após cassação do atual prefeito

Por Danilo Gonçalo, especial para o Notícias do Triângulo*

A decisão da Justiça Eleitoral de cassar o diploma do prefeito de Grupiara, Rogério Machado, e do vice-prefeito Ismar José Leandro, o Mazinho, e convocar novas eleições para a Prefeitura gerou dúvidas na população da cidade e da região, surpreendidas com a sentença.

A necessidade de novas eleições foi o fato que mais gerou especulações na população, em grupos de WhatsApp e nas redes sociais.

Contudo, a decisão que cassou o diploma não tem efeito imediato. E muitos cenários podem se desenrolar a partir de agora.

Novas eleições

Para que uma eleição suplementar seja convocada, é necessário que seja esgotada a possibilidade de recursos (defesa) do prefeito condenado. Ele poderá acionar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mudar a decisão.

Caso os envolvidos recorram e percam, a Justiça Eleitoral poderá convocar nova eleição no município, ainda que eles possam tentar uma investida no STF contra a decisão.

Se a condenação for mantida dentro dos primeiros dois anos de mandato, a tendência é que ocorra uma eleição direta, quando o eleitor vai às urnas novamente para escolher um novo prefeito.

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Contudo, se a decisão final for proferida no último ano de mandato, o presidente da Câmara assumirá a Prefeitura, conforme o artigo 77 da Lei Orgânica de Grupiara.

Mas, até que esses cenários especulados se tornem realidade, Rogério e Mazinho seguem no comando da Prefeitura de Grupiara.

Entenda o caso

Rogério e Mazinho foram cassados, nesta segunda-feira (15), no âmbito de uma ação proposta pela Coligação Pra Frente Grupiara, derrotada nas eleições.

O juiz eleitoral Cássio Macedo Silva, da 110ª Zona Eleitoral de Estrela do Sul (MG), entendeu que houve abuso de poder político por parte de então prefeito Ronaldo Machado, “com anuência consciente e participação direta” de Rogério.

Na sentença, o juiz determinou a cassação do diploma de Rogério e Mazinho por terem sido “diretamente beneficiados pelo abuso de poder político“. Eles também foram condenados a oito anos de inelegibilidade, pena que também foi imposta ao ex-prefeito.

O magistrado ainda determinou a realização de novas eleições para os cargos de prefeito e vice-prefeito, “após o esgotamento das instâncias ordinárias, independentemente do trânsito em julgado”.



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Cleiton Dias

Redator

Jornalista com atuação voltada à cobertura regional, política, segurança pública e temas de interesse coletivo no interior de Minas Gerais. Trabalha na produção de reportagens locais, acompanhamento de acontecimentos comunitários e apuração de informações de utilidade pública, com foco em clareza, precisão e responsabilidade editorial. Possui experiência em cobertura diária de cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo pautas sobre administração pública, saúde, educação, trânsito, agronegócio e eventos regionais. Atua com produção de conteúdo digital, jornalismo mobile e atualização em tempo real para plataformas online e redes sociais. No Notícias do Triângulo, participa da apuração, redação e publicação de notícias voltadas à população regional, seguindo princípios de verificação de informações, transparência editorial e compromisso com o interesse público.