PF investiga real origem do diamante gigante que teria sido encontrado em Coromandel, revela jornal
O diamante bruto de 646,78 quilates, divulgado em maio como o segundo maior já encontrado no Brasil, foi retido pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Nacional de Mineração (ANM), sob suspeita de irregularidades. Segundo o jornal Estado de Minas, as autoridades apuram se a pedra preciosa foi realmente descoberta em Coromandel ou se teria sido desviada de um garimpo em Araguari. Retenção e investigação Segundo o jornalista Mateus Parreiras, autor da reportagem, a gema foi retida em 27 de agosto, quando passava pelo processo para obter o Certificado do Processo de Kimberley (CPK), documento que autoriza a exportação legal de diamantes. A ANM exigiu da mineradora Diadel Mineração informações detalhadas sobre a origem da pedra, identificação das pessoas que tiveram acesso ao material e parecer técnico sobre a compatibilidade geológica do local de extração. Suspeitas sobre a transação No mesmo dia da retenção, a Diadel cancelou o pedido de certificação, movimento considerado incomum por especialistas do setor. Para eles, nessa fase as negociações já costumam estar concluídas, restando apenas a liberação do documento. Outro ponto que levantou dúvidas foi o valor da negociação. Fontes do mercado afirmaram que a pedra teria sido vendida por R$ 16 milhões a R$ 18 milhões, enquanto o preço em leilões internacionais poderia chegar a R$ 50 milhões. Leia Também: César Menotti & Fabiano confirmam shows em Coromandel e Monte Carmelo em setembro Além disso, garimpeiros de Coromandel relataram ao Estado de Minas que a mineradora apresentava atividade irregular, com operações interrompidas logo após o anúncio da descoberta, atitude considerada atípica diante de um achado dessa magnitude. Empresário já foi condenado De acordo com o Estado de Minas, a Diadel Mineração pertence a Carlos César Manhas, de 63 anos, empresário conhecido no setor e que já foi condenado por receptação de diamantes em Rondônia, em 2002. Ele não comentou as investigações atuais. Caso segue sob sigilo A PF e a ANM acompanham o caso sob sigilo. Caso a origem irregular seja confirmada, o diamante poderá ser considerado fruto de desvio de garimpo, e a empresa pode responder por receptação. O maior diamante já registrado no Brasil segue sendo o Presidente Vargas, de 727 quilates, encontrado em 1938, em Coromandel.
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O diamante bruto de 646,78 quilates, divulgado em maio como o segundo maior já encontrado no Brasil, foi retido pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Nacional de Mineração (ANM), sob suspeita de irregularidades. Segundo o jornal Estado de Minas, as autoridades apuram se a pedra preciosa foi realmente descoberta em Coromandel ou se teria sido desviada de um garimpo em Araguari.
Retenção e investigação
Segundo o jornalista Mateus Parreiras, autor da reportagem, a gema foi retida em 27 de agosto, quando passava pelo processo para obter o Certificado do Processo de Kimberley (CPK), documento que autoriza a exportação legal de diamantes.
A ANM exigiu da mineradora Diadel Mineração informações detalhadas sobre a origem da pedra, identificação das pessoas que tiveram acesso ao material e parecer técnico sobre a compatibilidade geológica do local de extração.
Suspeitas sobre a transação
No mesmo dia da retenção, a Diadel cancelou o pedido de certificação, movimento considerado incomum por especialistas do setor. Para eles, nessa fase as negociações já costumam estar concluídas, restando apenas a liberação do documento.
Outro ponto que levantou dúvidas foi o valor da negociação. Fontes do mercado afirmaram que a pedra teria sido vendida por R$ 16 milhões a R$ 18 milhões, enquanto o preço em leilões internacionais poderia chegar a R$ 50 milhões.
Leia Também:
César Menotti & Fabiano confirmam shows em Coromandel e Monte Carmelo em setembro
Além disso, garimpeiros de Coromandel relataram ao Estado de Minas que a mineradora apresentava atividade irregular, com operações interrompidas logo após o anúncio da descoberta, atitude considerada atípica diante de um achado dessa magnitude.
Empresário já foi condenado
De acordo com o Estado de Minas, a Diadel Mineração pertence a Carlos César Manhas, de 63 anos, empresário conhecido no setor e que já foi condenado por receptação de diamantes em Rondônia, em 2002. Ele não comentou as investigações atuais.
Caso segue sob sigilo
A PF e a ANM acompanham o caso sob sigilo. Caso a origem irregular seja confirmada, o diamante poderá ser considerado fruto de desvio de garimpo, e a empresa pode responder por receptação.
O maior diamante já registrado no Brasil segue sendo o Presidente Vargas, de 727 quilates, encontrado em 1938, em Coromandel.
Cleiton Dias
Redator
Jornalista com atuação voltada à cobertura regional, política, segurança pública e temas de interesse coletivo no interior de Minas Gerais. Trabalha na produção de reportagens locais, acompanhamento de acontecimentos comunitários e apuração de informações de utilidade pública, com foco em clareza, precisão e responsabilidade editorial. Possui experiência em cobertura diária de cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo pautas sobre administração pública, saúde, educação, trânsito, agronegócio e eventos regionais. Atua com produção de conteúdo digital, jornalismo mobile e atualização em tempo real para plataformas online e redes sociais. No Notícias do Triângulo, participa da apuração, redação e publicação de notícias voltadas à população regional, seguindo princípios de verificação de informações, transparência editorial e compromisso com o interesse público.

