Prefeitura de Grupiara rebate vereadora e apresenta versão sobre compra de Hilux
Mais de duas semanas após a denúncia, vice-prefeito diz que compra ocorreu abaixo do preço de mercado e apresenta justificativa para o veículo ter ficado sem uso

Mais de duas semanas após ser denunciada ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais pela vereadora Janaína Dias (PP), a Prefeitura de Grupiara apresentou sua versão sobre a compra e uso de uma caminhonete Toyota Hilux.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o vice-prefeito Ismar José Leandro, o Mazinho, ao lado do prefeito Rogério Honorato Machado, declarou que a aquisição do veículo ocorreu abaixo do preço da Tabela Fipe e apontou que a caminhonete estava inoperante devido à falta de documentação e de adequações na identidade visual.
O vice-prefeito afirmou ainda que irá tomar medidas judiciais contra as "informações falsas" divulgadas pela vereadora.
Entenda o caso
Em agosto, a vereadora Janaína Dias denunciou a Prefeitura ao Gaeco. Na representação, a vereadora aponta que a caminhonete, adquirida com recursos da Saúde pelo valor de R$ 274.900,00 estaria parada, sem uso, em um lote próximo à Prefeitura.
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A vereadora também questionou o preço pago pela Hilux, pois em suas pesquisas, o valor desembolsado estaria acima da Tabela Fipe, utilizada como referência na compra e venda de automóveis.
Na denúncia, a vereadora ainda argumentou que - apesar de comprada pela Prefeitura com recursos do Fundo Municipal de Saúde/Vigilância em Saúde, a caminhonete estaria registrada em nome de uma empresa de Brasília, e emplacada na cidade de Goiânia.
O vice-prefeito rebateu as denúncias. Mazinho apresentou um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) mostrando que a Hilux foi registrada em Grupiara. A data, contudo, mostra que o veículo foi regularizado apenas em 25 de agosto, após a exposição feita pela vereadora.
Mazinho também afirmou que o veículo foi comprado abaixo do preço de mercado e da Tabela Fipe.
O vice-prefeito acrescentou ainda que a Hilux estava sem uso pela falta de documentação e de plotagem.
"A caminhonete não estava rodando porque o documento oficial do DETRAN só ficou pronto agora, dia 25 de agosto de 2016. Além disso, a lei exige que o veículo receba adesivo, exemplo, plotagem da Prefeitura e do Governo, antes de ir para a rua".
Veja o vídeo:

Escrito por
Danilo Gonçalo
