Suspeito de tráfico internacional é preso em Uberlândia com coleção de R$ 100 mil em tênis de luxo
Ação da FICCO em Uberlândia recolheu calçados de grife, drogas e veículos de investigado por esquema de envio de maconha ao Brasil
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) prendeu neste domingo (27), em Uberlândia, um homem suspeito de liderar uma rede de tráfico internacional de drogas. Com o investigado, os policiais apreenderam uma coleção de tênis de luxo avaliada em R$ 100 mil, além de entorpecentes, dinheiro e veículos.
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Durante a operação os policiais encontraram cerca de 60 pares de tênis de marcas como Balmain, Louis Vuitton, Philipp Plein, Off-White, Versace, incluindo modelos que custam acima de R$ 6 mil, além de modelos especiais da Nike, Hugo e Lacoste.
A prisão ocorreu durante desdobramento da Operação Fake Rice. Além dos calçados de grife, os agentes apreenderam porções de drogas, uma máquina de embalagem a vácuo, dinheiro em espécie e veículos durante o cumprimento do mandado no município.
O homem - que não teve a identidade revelada - é investigado por integrar a cúpula de uma organização que atua na importação, no transporte e na distribuição de grandes carregamentos de maconha. O entorpecente vinha principalmente do Paraguai e da Colômbia.
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Operação em Uberlândia é desdobramento da Fake Rice
A Operação Fake Rice foi deflagrada originalmente em 27 de maio para cumprir 37 mandados de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. As ações alcançaram nove cidades nos estados de Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.
As investigações apontam que a organização criminosa atua há pelo menos oito anos no país. O trabalho policial vinculou o grupo a pelo menos nove apreensões de grandes cargas, que somaram 27 toneladas de maconha, além da localização de uma lavoura com 2 mil pés da planta.
A Justiça Federal decretou o sequestro patrimonial de até R$ 120 milhões dos investigados no processo. A FICCO é coordenada pela Polícia Federal e reúne a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Penal de Minas Gerais e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Escrito por
Cleiton Dias
