Vereadora aciona Gaeco para investigar compra e uso de Hilux pela Prefeitura de Grupiara
Vereadora Janaína Dias (PP) levantou suspeitas sobre o preço pago pelo veículo e questiona destinação da caminhonete, que estaria sem uso há três meses
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A vereadora Janaína Dias (PP) acionou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais para pedir a investigação de possíveis irregularidades na compra e uso de uma caminhonete Toyota Hilux pela Prefeitura de Grupiara.
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A vereadora questiona o valor pago pelo veículo, levanta dúvidas sobre o emplacamento e pede esclarecimentos sobre o motivo para a caminhonete estar parada no município, sem uso.
A Prefeitura foi procurada, mas não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem.
A denúncia acrescenta mais um episódio à grave situação política enfrentada pelo prefeito Rogério Honorato Machado, e seu vice-prefeito, Ismar José Leandro, o Mazinho, que foram cassados pela Justiça Eleitoral.
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Entenda a denúncia da vereadora
Preço acima da tabela FIPE
Na denúncia enviada ao Gaeco, a vereadora explica que a caminhonete Toyota Hilux foi adquirida pelo município por meio do Fundo Municipal de Saúde/Vigilância em Saúde, que recebeu um recurso de R$ 271.799,00 para a compra.
Em consulta à Tabela FIPE, a vereadora identificou que o valor de um veículo com as mesmas especificações de marca, modelo e ano, teria o preço médio de R$ 242.499,00.
Contudo, a Prefeitura pagou R$ 274.900,00 pela Hilux.
De acordo com Janaína Dias, não há no Portal da Transparência de Grupiara qualquer documento que justifique a diferença.
Emplacamento fora de Minas Gerais
Outro ponto considerado suspeito pela vereadora foi o local escolhido para emplacar a caminhonete.
Consta em documentos obtidos pela parlamentar que a Hilux, que foi adquirida em Brasília, foi registrada em Goiânia (GO).
Ainda em consultas em ferramentas online, a vereadora identificou que o veículo estaria registrado em nome de uma empresa.
Caminhonete sem uso
A vereadora também pede ao Gaeco que investigue o motivo para a caminhonete estar há três meses sem uso.
“O veículo permanece sem uso aparente há cerca de 90 dias, estacionado em lote ao lado da Prefeitura, circunstância que, associada à ausência de documentação de transferência de registro e à falta de justificativa do sobrepreço apontado, contribui para o quadro de indícios que motiva a presente denúncia, privando a população do uso de bem custeado com verba pública de saúde”.
Outro lado
O Noticias do Triângulo enviou e-mail ao gabinete do prefeito de Grupiara solicitando posicionamento sobre a denúncia, mas não houve respostas. O espaço segue aberto à defesa.
Escrito por
Cleiton Dias
