A bióloga Tatiana Sampaio, cientista responsável pela descoberta da proteína Polilaminina, participou nesta quinta-feira (12) de um evento no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Patrocínio, no Alto Paranaíba. A pesquisadora foi uma das convidadas da 2ª Mostra de Mulheres Extraordinárias, iniciativa que destaca trajetórias femininas inspiradoras e reuniu estudantes, autoridades e moradores da cidade.
Resumo da Notícia
A cientista Tatiana Sampaio, responsável pela descoberta da polilaminina, proteína que pode ajudar na recuperação de lesões medulares, participou de um evento no IFTM em Patrocínio. Durante a visita, ela recebeu uma homenagem e um abaixo-assinado com mais de 11 mil assinaturas pedindo a inclusão de um paciente paraplégico da cidade nos estudos.
Cientista foi recebida com entusiasmo no IFTM
A chegada da pesquisadora ao Instituto Federal do Triângulo Mineiro mobilizou estudantes, autoridades e moradores de Patrocínio e região, que acompanharam a programação da 2ª Mostra de Mulheres Extraordinárias.
Durante o evento, Tatiana Sampaio foi recebida com aplausos e demonstrações de carinho do público, que acompanhou atentamente a palestra da cientista sobre sua trajetória na pesquisa científica.
Abaixo-assinado pede inclusão de paciente em estudos
Um dos momentos marcantes da passagem da cientista por Patrocínio foi a homenagem feita por Leandro Guimarães, morador de Patrocínio que ficou paraplégico após um acidente.
Ele entregou à pesquisadora um abaixo-assinado com mais de 11 mil assinaturas, solicitando sua inclusão em estudos relacionados à Polilaminina, proteína que vem sendo estudada como possível tratamento para lesão medular.
Pesquisa levou cerca de 25 anos
Durante a palestra, Tatiana Sampaio relatou aos participantes o longo caminho até a descoberta da proteína.
Segundo ela, o estudo que levou à identificação da Polilaminina é resultado de 25 anos de pesquisa.
A cientista explicou que os resultados obtidos até agora com os estudos não são garantias de cura, mas são considerados promissores e superiores às expectativas iniciais.
“Chegamos a resultados fora do comum, melhores do que o esperado. E se são melhores, a gente faz o quê? Segue tentando”, afirmou durante a apresentação.
Cientista destaca desafios da pesquisa no Brasil
Durante o encontro, a pesquisadora também abordou as dificuldades enfrentadas por cientistas no país, como falta de financiamento, burocracia e entraves políticos.
Ela destacou que, apesar dos avanços, ainda não existe cura comprovada baseada na proteína.
Segundo a cientista, o trabalho atual está estágio de desenvolvimento de um medicamento, por uma indústria farmacêutica que adquiriu os direitos junto à Universidade, e na realização de testes clínicos seguros.
“É óbvio que a gente quer ampliar o tratamento para todo mundo, porém ele (o estudo) ainda não está pronto”, explicou.
Esperança para pessoas com lesão medular
A Polilaminina vem sendo estudada por cientistas como uma possível ferramenta para ajudar na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, condição que pode causar paralisia parcial ou total.
Os estudos ainda estão em desenvolvimento, mas a pesquisa tem despertado esperança em pacientes e familiares que acompanham os avanços da ciência nessa área.
Tatiana Sampaio acrescentou que, com a divulgação em massa do estudo, muitas pessoas têm recorrido à Justiça para obter o tratamento. De acordo com a cientista, elas realizam um processo de “uso compassivo”, no qual o paciente não tem perspectiva de melhora, não tem remédio e recorre ao tratamento como uma última dose de esperança.
Segundo a bióloga, a Anvisa estaria agindo para agilizar os processos relacionados a esse tipo de paciente, para evitar a judicialização do tratamento.
Ainda assim, segundo a pesquisadora, não há comprovação de que o tratamento funcionará para pacientes com lesões ocorridas há mais de três meses. Até o momento, o estudo indica que a Polilaminina pode ser eficiente para pessoas que sofreram lesão entre 3 dias e 90 dias.
Perguntas frequentes
Quem é Tatiana Sampaio?
É a bióloga responsável pela descoberta da polilaminina, proteína estudada para tratamento de lesões medulares.
Onde ocorreu o evento?
No Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Patrocínio.
O que é polilaminina?
É uma proteína investigada em pesquisas científicas por seu potencial de ajudar na regeneração de nervos após lesão medular.
O tratamento já está disponível?
Não. Segundo a cientista, os estudos continuam e ainda não existe cura comprovada. Um medicamento está em desenvolvimento.