Início DestaqueInfluenciador Lohan Ramires deixou prisão nos Emirados Árabes após pagar fiança de menos de R$ 3 mil

Influenciador Lohan Ramires deixou prisão nos Emirados Árabes após pagar fiança de menos de R$ 3 mil

O influenciador uberlandense Lohan Ramires, que havia sido preso na semana passada nos Emirados Árabes, foi solto após pagamento de fiança de menos de R$ 3 mil, segundo divulgou sua defesa. Na tarde desta terça-feira (16), ele retornou às redes sociais e contou uma versão diferente sobre sua detenção. Em comunicado à imprensa, a Polícia Civil afirmou que o influenciador havia sido detido em uma parceria com a Polícia Federal (PF), a Interpol e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com um intenso trabalho de inteligência. Contudo, em suas redes sociais, o influenciador alega que foi detido enquanto realizava a renovação de seu visto e que foi surpreendido com a existência de um mandado de prisão contra ele. “Fiquei preso quatro dias, expliquei meu caso aqui para a Corte e eles entenderam. Estipularam uma fiança e eu saí”, resumiu o influenciador, que foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica”. No vídeo que publicou em seu Instagram, Lohan nega envolvimento com o tráfico de drogas e minimiza a situação, alegando que apenas utilizava anabolizantes. Advogado contesta condenação Em nota enviada a diversos veículo de imprensa, o advogado Diego Ferreira de Matos rebateu a informação de que o condenado estava foragido. “O que motivou sua saída do país foi uma proposta de trabalho que está sendo executada nos Emirados Árabes. Lohan deixou o país antes do trânsito em julgado da decisão que expediu o mandado de prisão em seu desfavor. Portanto, quando não havia condenação confirmada”. O advogado ainda acrescentou que “ao analisar as provas do seu processo”, a Justiça dos Emirados Áreabes “entendeu pela fragilidade probatória, e concedeu a liberdade mediante fiança de menos de R$ 3.000,00 (três mil reais), fiança esta que está muito aquém de valores em casos semelhantes”. A Defesa pontuou ainda que vai contestar a condenação do influenciador. “Entendemos ser absurdamente injusta, e, após assumir este processo, identificamos erros grosseiros, alguns aparentemente intencionais, cometidos pela autoridade policial, pelo Ministério Público, pelo magistrado sentenciante e, principalmente pelas defesas que oficiaram no processo, com graves demonstrações de que houve um conjunto absurdo de falhas, o que levou à distribuição de Ação de Revisão Criminal onde acreditamos alcançar a absolvição do Sr. Lohan de todos os crimes a que foi denunciado”. Histórico criminal Apesar de contestar a condenação, Lohan Ramires tem um longo histórico criminal, incluindo um suposto plano para matar autoridades. Ele foi um dos principais alvos das operações “Diamante de Vidro” (2021), “Má Influência” (2022) e “Erínias” (2023), todas conduzidas pela PCMG em conjunto com o MPMG. Durante a operação “Má Influência”, Ramires chegou a ser preso em Uberlândia. Na época, foram apreendidos anabolizantes, joias, carros de luxo e dinheiro em espécie. Nas redes sociais, Lohan ostenta viagens, imóveis de luxo e carros importados.

O influenciador uberlandense Lohan Ramires, que havia sido preso na semana passada nos Emirados Árabes, foi solto após pagamento de fiança de menos de R$ 3 mil, segundo divulgou sua defesa. Na tarde desta terça-feira (16), ele retornou às redes sociais e contou uma versão diferente sobre sua detenção.

Em comunicado à imprensa, a Polícia Civil afirmou que o influenciador havia sido detido em uma parceria com a Polícia Federal (PF), a Interpol e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com um intenso trabalho de inteligência.

Contudo, em suas redes sociais, o influenciador alega que foi detido enquanto realizava a renovação de seu visto e que foi surpreendido com a existência de um mandado de prisão contra ele. “Fiquei preso quatro dias, expliquei meu caso aqui para a Corte e eles entenderam. Estipularam uma fiança e eu saí”, resumiu o influenciador, que foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica”.

No vídeo que publicou em seu Instagram, Lohan nega envolvimento com o tráfico de drogas e minimiza a situação, alegando que apenas utilizava anabolizantes.

Advogado contesta condenação

Em nota enviada a diversos veículo de imprensa, o advogado Diego Ferreira de Matos rebateu a informação de que o condenado estava foragido. “O que motivou sua saída do país foi uma proposta de trabalho que está sendo executada nos Emirados Árabes. Lohan deixou o país antes do trânsito em julgado da decisão que expediu o mandado de prisão em seu desfavor. Portanto, quando não havia condenação confirmada”.

O advogado ainda acrescentou que “ao analisar as provas do seu processo”, a Justiça dos Emirados Áreabes “entendeu pela fragilidade probatória, e concedeu a liberdade mediante fiança de menos de R$ 3.000,00 (três mil reais), fiança esta que está muito aquém de valores em casos semelhantes”.

A Defesa pontuou ainda que vai contestar a condenação do influenciador. “Entendemos ser absurdamente injusta, e, após assumir este processo, identificamos erros grosseiros, alguns aparentemente intencionais, cometidos pela autoridade policial, pelo Ministério Público, pelo magistrado sentenciante e, principalmente pelas defesas que oficiaram no processo, com graves demonstrações de que houve um conjunto absurdo de falhas, o que levou à distribuição de Ação de Revisão Criminal onde acreditamos alcançar a absolvição do Sr. Lohan de todos os crimes a que foi denunciado”.

Histórico criminal

Apesar de contestar a condenação, Lohan Ramires tem um longo histórico criminal, incluindo um suposto plano para matar autoridades.

Ele foi um dos principais alvos das operações “Diamante de Vidro” (2021), “Má Influência” (2022) e “Erínias” (2023), todas conduzidas pela PCMG em conjunto com o MPMG.

  • Diamante de Vidro (2021): combate ao tráfico de drogas, receptação, estelionato e lavagem de capitais.
  • Má Influência (2022): apreensão de anabolizantes, joias, veículos de luxo e dinheiro em espécie. Ramires foi condenado a mais de 18 anos.
  • Erínias (2023): investigação de um esquema para atentar contra autoridades de segurança pública a partir de presídios.

Durante a operação “Má Influência”, Ramires chegou a ser preso em Uberlândia. Na época, foram apreendidos anabolizantes, joias, carros de luxo e dinheiro em espécie.

Nas redes sociais, Lohan ostenta viagens, imóveis de luxo e carros importados.

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Danilo Gonçalo

Danilo Gonçalo é jornalista com passagens e colaborações por veículos nacionais, como Folha de SP, UOL e R7. Em Minas Gerais, trabalhou no Jornal de Coromandel. Foi assessor de Comunicação da Prefeitura de Monte Carmelo por 7 anos. Atuou em campanhas políticas vencedoras para o Executivo e Legislativo. É consultor de comunicação e estratégia política. Fundador da plataforma @meuconsultorpolitico.

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